A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral que voltou a ganhar destaque no cenário da saúde pública mundial a partir de 2022, quando surtos foram registrados fora das regiões tradicionalmente endêmicas. Desde então, governos, profissionais da saúde e organizações internacionais intensificaram as ações de vigilância, prevenção e controle. Neste conteúdo, você encontrará informações claras, atuais e confiáveis sobre o que é a Mpox, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas, se há cura, a existência de vacinas, o tempo médio da doença, os cuidados preventivos e quais países já registraram casos.
O que é Mpox?
A Mpox é causada pelo vírus Mpox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo do vírus da varíola humana. Trata-se de uma infecção viral zoonótica, ou seja, que pode ser transmitida de animais para humanos, mas que atualmente também apresenta transmissão sustentada entre pessoas. A doença é caracterizada principalmente por lesões cutâneas, febre e sintomas semelhantes aos de uma gripe, podendo variar de quadros leves até manifestações mais graves, especialmente em pessoas imunocomprometidas, crianças e gestantes .
Como se contrai a Mpox?
A transmissão da Mpox ocorre principalmente pelo contato direto com secreções corporais, lesões na pele, fluidos respiratórios e objetos contaminados, como roupas, toalhas e roupas de cama utilizadas recentemente por pessoas infectadas. Beijos, abraços, relações sexuais e o compartilhamento de utensílios pessoais também representam risco significativo. Diferentemente de doenças respiratórias altamente contagiosas, a Mpox exige, na maioria dos casos, contato próximo e prolongado para ocorrer a infecção .
O vírus pode penetrar no organismo por meio de pequenas lesões na pele, mucosas da boca, olhos e vias respiratórias. Em contextos domésticos, hospitalares ou de convivência próxima, a atenção às medidas de higiene é fundamental para interromper cadeias de transmissão.

Quais são os sintomas da Mpox?
Os sintomas geralmente surgem entre três e 21 dias após o contato com o vírus, sendo mais comum o aparecimento entre sete e 14 dias. A fase inicial pode ser confundida com um quadro gripal, apresentando febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, cansaço intenso e aumento dos gânglios linfáticos. Em seguida, surgem as lesões características na pele, que evoluem de manchas para bolhas cheias de líquido, depois formam crostas e, por fim, cicatrizam.
As lesões costumam iniciar no rosto e se espalhar para o restante do corpo, podendo atingir mãos, pés, genitais, região anal, boca e olhos. Em algumas pessoas, as manifestações cutâneas são mais discretas, enquanto em outras podem ser extensas e dolorosas. Casos mais graves podem evoluir com infecções secundárias, pneumonia, inflamações oculares e, raramente, comprometimento neurológico .
Evolução das lesões da Mpox na pele humana

A Mpox tem cura?
Atualmente, não existe um medicamento específico aprovado para o tratamento da Mpox. O manejo clínico é baseado em medidas de suporte, que visam aliviar os sintomas, reduzir o desconforto e prevenir complicações. A maioria das pessoas se recupera espontaneamente em poucas semanas, sem sequelas significativas. Analgésicos, antitérmicos, hidratação adequada e cuidados com a pele são fundamentais durante o período da doença.
Nos casos mais graves, especialmente em indivíduos imunossuprimidos, crianças pequenas e gestantes, pode ser necessária hospitalização para monitoramento e tratamento intensivo. O acompanhamento médico é essencial para reduzir riscos e garantir a recuperação segura.
Existe vacina contra a Mpox?
Sim. A principal vacina utilizada atualmente é a Jynneos, desenvolvida inicialmente para prevenção da varíola humana, mas que também confere proteção contra a Mpox. No Brasil, a vacinação é direcionada prioritariamente a grupos considerados de maior risco, como pessoas vivendo com HIV, profissionais de laboratório que lidam diretamente com o vírus e indivíduos que tiveram contato próximo com casos confirmados.
A estratégia inclui tanto a vacinação pré-exposição, voltada à prevenção em populações vulneráveis, quanto a vacinação pós-exposição, indicada para contatos diretos de pessoas infectadas, com o objetivo de reduzir a gravidade da doença e interromper a transmissão .

Como evitar a Mpox?
A prevenção da Mpox envolve um conjunto de medidas simples, porém altamente eficazes. Evitar contato físico próximo com pessoas que apresentem lesões suspeitas, manter a higienização frequente das mãos, não compartilhar objetos pessoais e utilizar equipamentos de proteção em ambientes de risco são atitudes fundamentais. Em contextos de maior exposição, como serviços de saúde e laboratórios, o uso adequado de luvas, máscaras e aventais reduz significativamente o risco de infecção.
A conscientização da população, aliada à rápida identificação de casos suspeitos e ao isolamento temporário dos pacientes, tem sido uma das principais estratégias para o controle da doença em diferentes países .
Qual o tempo de duração da Mpox?
A duração da Mpox varia conforme a resposta imunológica de cada pessoa. Em média, os sintomas persistem por duas a quatro semanas. O período de maior transmissibilidade ocorre enquanto as lesões estão ativas, especialmente na fase de bolhas e crostas. Após a cicatrização completa das lesões, o risco de transmissão é considerado mínimo.
Durante todo o período sintomático, recomenda-se o isolamento domiciliar e a adoção rigorosa de cuidados de higiene, evitando o contato próximo com outras pessoas até a recuperação total .
Quais países já têm casos registrados?
Desde 2022, a Mpox deixou de ser uma doença restrita a algumas regiões da África e passou a registrar casos em diversos continentes. Países da Europa, América do Norte, América Latina, Ásia e Oceania notificaram infecções, caracterizando um cenário global de vigilância intensificada. No continente africano, especialmente na República Democrática do Congo e países vizinhos, a doença permanece endêmica, com números mais elevados de casos e óbitos.
No Brasil, mais de 11 mil casos foram confirmados até janeiro de 2024, com registros em praticamente todos os estados, embora o cenário atual seja considerado de baixa transmissão. Internacionalmente, dezenas de países já relataram casos, incluindo Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Espanha, França, Alemanha, Portugal, Austrália, Japão, Tailândia, África do Sul, Nigéria e Congo, entre outros .

Quais os cuidados essenciais para prevenção?
Os cuidados preventivos envolvem ações individuais e coletivas. No âmbito pessoal, a atenção à higiene, ao uso consciente de preservativos, à observação de sinais suspeitos e à busca por atendimento médico diante dos primeiros sintomas são atitudes decisivas. Em nível comunitário, campanhas educativas, rastreamento de contatos, vigilância epidemiológica e disponibilidade de vacinas desempenham papel central no controle da doença.
O fortalecimento dos sistemas de saúde, aliado à transparência na divulgação de dados e à cooperação internacional, tem permitido respostas mais rápidas e eficazes, reduzindo o impacto da Mpox na população global .
Considerações finais
A Mpox é uma doença viral que, apesar de geralmente apresentar evolução benigna, exige atenção constante devido ao seu potencial de disseminação e às possíveis complicações em grupos vulneráveis. Informação de qualidade, prevenção ativa, acesso à vacinação e acompanhamento médico são pilares fundamentais para o controle da doença. Ao compreender como ocorre a transmissão, reconhecer os sintomas precocemente e adotar medidas preventivas, cada pessoa contribui para reduzir a circulação do vírus e proteger a saúde coletiva.
Manter-se informado por fontes confiáveis e seguir as orientações das autoridades de saúde são atitudes essenciais para enfrentar a Mpox de forma consciente, segura e responsável.
Fontes:
- Governo do Rio de JaneiroSecretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro tira dúvidas sobre Mpox | Secretaria de Saúde3 de setembro de 2024
- Serviços e Informações do BrasilMpox: entenda o que é a doença e as formas de prevenção — Ministério da Saúde4 de março de 2024
- Serviços e Informações do BrasilPerguntas Frequentes (FAQ) — Ministério da Saúde11 de agosto de 2024
- Serviços e Informações do BrasilMpox — Ministério da Saúde
- Saúde PRPrevenção e diagnóstico: Saúde orienta sobre os cuidados com a Mpox | Secretaria da Saúde14 de agosto de 2024
- Serviços e Informações do BrasilMpox: informe-se sobre a doença em fontes oficiais e saiba as ações realizadas pelo Ministério da Saúde até o momento — Ministério da Saúde19 de agosto de 2024





